Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro

Blog sobre programação para programadores

Música engajada? Música revelada!

Salamalaia

Já tive um séria atuação política antes de ser chamado por Deus. Uma coisa que me incomodava muito era a tal da arte engajada. Arte é manifestação dos sentimentos humanos, sentimentos mais profundos, mais arraigados.

Então eu tinha acesso a muita coisa interessante, mas a muito mais lixo, que quem produzia achava ser eu obrigado a “consumir” e a gostar, pois tratava-se de arte que falava das coisas e sentimentos que compartilhávamos, já que éramos companheiros de trincheira.

Mas uma coisa percebi nessa época. Há uma arte feita pra falar de determinados assuntos, de maneira forçada, e há uma arte “inspirada”, que de fato fala sobre determinados assuntos.

Por fim, cheguei a desenvolver toda uma classificação do que era arte, e do que era apenas “oportunismo artístico”, digamos assim. E não estou falando apenas de gostar ou não, pois sempre tentei olhar de forma mais ampla.

Nunca gostei de música evangélica, continuo não gostando. Em geral, uma música falsa, fabricada em linha de produção, quase sempre feita por gente oportunista. Alguma coisa suportava por gostar de blues e jazz. Impossível não escutar músicas que anteriormente foram hinos de louvor ou súplica. Mas no auge do ateísmo, também emocionava-me escutar Bach, especialmente “Jesus, Alegria dos Homens”.

Mas o tempo passou, Deus agiu de forma a me conduzir ao caminho da salvação. Eu aceitei de bom grado!

E acredito que o que tornou mais fácil minha virada para os caminhos de Deus, foram justamente os Hinos de Louvores e Súplicas a Deus. Os escutei pela primeira vez numa reunião de jovens e menores da CCB (Congregação Cristã no Brasil).

Um músico, uma organista (a maior orquestra do mundo nem sempre está grande), todos que estavam presentes, cantamos. Senti algo muito bom. Um domingo lindo, sol bonito, eu minha esposa e meu filho, guiados por Deus para aquele recinto.

Recebi emprestado um hinário e instruções rápidas de como cantar. E o sorriso simpático, alegre e faceiro do porteiro, que percebeu ser minha primeira vez lá.

Minha esposa, alegre e preocupada, pois eu tinha finalmente aceito o seu convite.

E lá se vão três anos, dois dos quais dedicados ao aprendizado da música, com alto e baixos, paradas e recomeços. Mas agora com a perspectiva de ingresso na orquestra.

Uma música nada engajada. Uma música revelada, eis a diferença.


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