Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro

Blog sobre programação para programadores

Fantasia ou realidade?

Amor

O vazio dos conteúdos infinitos da internet. Eu e o computador em meu trabalho. Uma longa tarde se anuncia, especialmente por eu estar sob o pesado sono do pós-almoço. Equilibro-me, mantenho a dignidade, não me permito "pescar". Mas o sono é muito. Uma voz me chama. Uma voz que não conheço. Uma linda voz... Mas não tem mais ninguém aqui além da chefia e de nós, peonada. A voz está em minha cabeça, e uma janela se abre na tela do computador. Sou tragado para dentro do vídeo. Mas meu autômato corpo continua lá, teclando nada e movendo o mouse em movimentos aleatórios. Como é então que eu estou aqui dentro? Foda-se, isso lá é hora de racionalizar? A voz me chama, a voz me conduz. A voz é tão suave que nada mais me preocupa, a não ser encontrar a sua dona. Eu estou solto no espaço, sendo conduzido por esses sussurros, cada vez mais instigantes... À minha volta, paredes psicodélicas com os Secos & Molhados cantando "Amor". Sapos alados intergaláticos - mas são dos coloridos - voam comigo. Aquelas cabeças dos S&M e os sapos e a voz me acompanham nessa viagem. Mas a linda voz é mais interessante. "Leve como leve pluma, Muito leve, leve pousa.", cantam eles. E leve, muito leve, essa voz vai pousando e se apossando de meus pensamentos. Caio numa sala cheia de almofadas, com muitos pinheiros e ipês. Árvores dentro de uma sala? Deixa pra lá... Sou recebido pelo Curupira. Prazer seu Curupira, digo eu. Ele sorri, acena e some. Uma bela e sorridente moça, calçando sapatos roxos me chama, mas ainda não é a voz que procuro. Ela pergunta minha altura. Um e setenta e oito, respondo eu. Serve, responde ela. E some. A Virgem Maria aparece. Eu sou a guardiã da dona Frô. Desaparece tão logo acaba de falar. Um molequinho passa correndo velozmente gritando "Roxinho Roxinho Roxinho Roxinho" e também some. A voz continua me chamando. Eu quero essa voz! Estou confuso. Outra mulher aparece. Ela vem voando com os pés em minha direção. Mas antes que me atinja, pára e se põe em pé. Te cuida moleque! Se aprontar com minha amiga, é voadora com os dois pés. A voz continua me chamando... Eu preciso dessa voz! Uma forte luz. É ela, eu sei. E aparece a Loira de Branco, vestindo véu e seus longos cabelos. O silêncio toma conta, agora somos só nós dois.


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