Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro

Blog sobre programação para programadores

Delírios de um morceguinho que se pretende Nelsinho

Parêmias proletárias

Confeitaria das famílias, Curitiba

Diz a lenda que Ele costuma frequentar este ermo e amplo e fascinante local. Ele mesmo, o criador, ou alter ego, do Curitibano Vampiro. As velhinhas, outrora vítimas (ou insaciáveis normalistas com "blusa vermelha, saia xadrez plissada, meia preta três-quartos, bota de saltinho"?) do hoje banguela vampiro, sempre estão nas melhores mesas. Lá fora, a chuva, as pessoas apressadas, os guarda-chuvas trombando-se quando o balé dos desvios aéreos falha. Aqui dentro reina o silêncio. Meu mp3player começa a tocar um chorinho, na verdade o único que tenho nele, "Noites Cariocas", mas em várias gravações de distintos chorões. Um longo balcão, opções, opções, opções... Mas serei fiel. Nenhuma outra é tão gostosa quanto Marta Rocha. Um doce sem exageros, tudo nela é na medida certa. Acompanhada de uma média (meio-a-meio?, sou questionado). Minha amiga catireira me disse que gosta de gente esquisita, porque, entre outras coisas, comem boas comidas. Eu olho, disfarçadamente, à minha volta, e obtenho a confirmação empírica: gente muito esquisita comendo coisas muito boas.


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