O maior problema não é a falta de coragem.

É a falta de horizonte.

Quando uma organização perde a capacidade de enxergar além da conjuntura, passa a reagir aos acontecimentos em vez de transformá-los.

Seguem-se as adaptações às forças de esquerda, que por sua vez se adaptam aos projetos da burguesia.

Em vez de estratégia, improvisação.

Em vez de projeto revolucionário, abstração.

Em vez de organização, espera.

A eleição seguinte torna-se o centro de gravidade de toda a política.

Enquanto isso, a burguesia agradece.